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O Pharmacy Compounding Advisory Committee da agência reguladora de saúde dos Estados Unidos (FDA) recomendou, no dia 24 de julho, que a manipulação fosse avaliada e recomendada para permissão os peptídeos Epitalon e Semax. A decisão ocorreu um dia após o painel ter recomendado a liberação do BPC-157, KPV, TB-500 e MOTS-c, totalizando seis compostos com parecer favorável. Por outro lado, em uma votação acirrada, o comitê recomendou não autorizar a manipulação do peptídeo Emideltide.
Indicações avaliadas
Os seis peptídeos analisados pelo comitê e suas respectivas indicações em discussão são:
- BPC-157: Colite ulcerativa.
- Epitalon: Insônia.
- KPV: Cicatrização de feridas e tratamento de inflamação.
- MOTS-c: Resistência à insulina, obesidade e osteoporose.
- Semax: Enxaquecas, isquemia cerebral (fluxo sanguíneo inadequado para o cérebro) e neuralgia do trigêmeo (um distúrbio de dor crônica).
- TB-500: Cicatrização de feridas.
Caminho regulatório e impactos
Apesar do parecer positivo do comitê, a FDA ainda tomará a decisão final, um processo que pode levar meses. Caso a agência concorde com as recomendações e autorize farmácias específicas a manipularem os peptídeos, caso a agência reguladora confirme a recomendação, pacientes poderão ter acesso às formulações mediante prescrição médica, em vez de recorrerem ao mercado clandestino e não regulamentado na internet.
A aprovação parcial gerou reações divergentes. A Academia Americana de Ciências de Peptídeos celebrou o resultado das votações.
"Uma vitória tanto para os pacientes quanto para a medicina personalizada."
Academia Americana de Ciências de Peptídeos
Por outro lado, especialistas em regulação ressaltaram a necessidade de dados clínicos mais rígidos antes da liberação e adoção em massa dessas substâncias.
"A demanda não é um substituto para dados que demonstrem a segurança do paciente."
Ilisa Bernstein, ex-vice-diretora do escritório de conformidade de medicamentos da FDA
Para clínicas médicas e de estética, a mudança pode transformar a forma como as terapias baseadas em peptídeos são obtidas e incorporadas ao cuidado dos pacientes. Com o aumento do interesse pela medicina regenerativa, os profissionais precisarão se manter atualizados sobre o cenário regulatório e discutir as evidências clínicas para estabelecer protocolos seguros.
Ponto de atenção clínica: a recomendação do comitê consultivo não equivale à aprovação regulatória definitiva da FDA para a manipulação ou uso clínico desses peptídeos.